RESENHA CRÍTICA: A Excêntrica Família de Gaspard (Gaspard va au Marriage)
O filme foi muito elogiado por sua fotografia brejeira, certo erotismo e senso de humor. Os franceses ao menos o apreciara bastante
A Excêntrica Família de Gaspard (Gaspard va au Marriage)
França, 2017. 1h43. Direção de Anthony Cordier. Roteiro de Cordier, Julie Peyr, Nathalie Lajem. Com Félix Moati, Laetitia Dosch, Christa Théret, Marina Fois, Johan Heldebergh, Guillaume Gouix, Élodie Bouchez, Vincent Derniard.
Não vai ser a primeira vez que eu vou reclamar o estado infeliz do cinema francês, em particular com atores pouco conhecidos e pouco interesse para o público. Quem sabe quem é o diretor Cordier? O pouco que soube do moço é um filme erótico de grande atração gay chamado À Flor da Pele (2005), e outro de 2010 chamado sintomaticamente de Para Poucos (Happy Few ou Four Lovers, 2010. Neste caso com atores do filme atual como a roteirista Julie, a já veterana Elodie Bouchez, sobre a vida sexual de casal parisiense !). Agora se fala de Gaspard, aos 25 anos, passa a ter problemas quando o pai se casa de novo e ele precisa retornar para o zoológico da família. Com medo de lidar com seus irmãos, ele convence uma desconhecida chamada Laura para se passar como sua namorada. E encontro os bichos, macacos e tigres que havia conhecido quando jovem. O pai dele é um mulherengo, um irmão por demais quadrado e a irmã é demasiado bela. Não vai demorar muito para passar os últimos anos de sua infância. De qualquer forma, a mais curiosa surpresa é que o filme foi muito elogiado por sua fotografia brejeira, certo erotismo e senso de humor. Os franceses ao menos o apreciara bastante.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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