RESENHA CRÍTICA: Good Marriage, A
Assisto muitos filmes que não chegam ou custam a chegar ao Brasil e por caminhos estranhos. Sempre que puder vou deixar crítica deles a quem interessar.
A Good Marriage. EUA, 14. Direção de Peter Askin. Roteiro de Stephen King baseado em conto de sua autoria. Com Joan Allen, Anthony LaPaglia, Stephen Lang, Cara Buono, Kristen Connolly. Drama de suspense. Inédito em nossos cinemas.
Há muitos anos, desde quando fez O Cemitério Maldito (Pet Sematary, 89) que Stephen King não fazia adaptações de obras suas para o cinema (embora já tenha 191 créditos de filmes baseados em obras suas). Por alguma razão que desconheço resolveu abrir uma exceção para este thriller de suspense, que nem terror chega a ser, lançado em outubro do ano passado nos EUA e que foi um imenso fracasso de bilheteria e critica. Realmente é difícil entender o porquê da adaptação da história, que parece ser fiel ao original e sem qualquer elemento novo. Desperdiça elenco numa história banal e mal contada sobre uma dona de casa esposa (Joan Allen, que não aparecia em trabalhos grandes faz tempo e retorna extremamente envelhecida. Faz papel de mãe mas parece avó, tendo perdido também a jovialidade que lhe dava tanta força na serie Jason Bourne). De qualquer forma, arrumando a garagem da família, meio por acaso encontra provas de que o marido é um serial killer, que vem matando mulheres já há algum tempo. Sofre um pouco mas ele mata a charada assim que retorna e em vez de liquida-la como seria lógico, faz um acordo. Uma decisão infeliz que desembocará na resolução ainda mais fraca. O diretor fez antes um bom documentário sobre Dalton Trumbo e uma calamitosa comédia Company Man (2000). Evite.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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