RESENHA CRÍTICA: Risco Imediato (Good People)

Nada justifica este filme lento, sem suspense, rodado na Inglaterra

08/04/2015 15:10 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Risco Imediato (Good People)

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Risco Imediato (Good People)

Inglaterra, 14. 90 min. Direção de Henrik Ruben Genz. Com James Franco, Kate Hudson, Tom Wilkinson, Omar Sy, Anna Friel, Diana Hardcastle, Maarten Danenberg, Francis Magee, Sam Spruell.

É difícil entender porque foi feito este policial/thriller co-produção da Dinamarca, Suécia, EUA e Reino Unido. Seu argumento é uma piada velha, já feita centena de vezes (e não estou exagerando) agora por um diretor dinamarquês que foi indicado ao Oscar como curta-metragem em 2000, Bor,Brim Bor, que ganhou também no Festival de Berlim. Nada porém justifica este filme lento, sem suspense, rodado na Inglaterra.

Uma pena porque o elenco tem certo interesse mesmo que se desculpando James Franco que parece sempre ter um sorriso de desprezo, de esgar na boca. Na história, ele e a mulher Kate Hudson estão reformando uma casa, mas o dinheiro acabou e não há conseguir salvar o projeto, nem mesmo ele bancando a babá (o elenco é tão forte que Anna Friel, que é estrela, faz uma ponta). Mas o público já viu antes um assalto mal sucedido em que morreu gente e sobrou uma fortuna em dinheiro que para o casal parece caído do céu. E este vai parar no porão da casa que reformam. Ajudado por um policial veterano (Wilkinson) eles são prevenidos de que serão atacados pelos inflexíveis criminosos dispostos a tudo. E assim será seguido pó alguns tiroteios e um final até relativamente feliz. Infeliz mesmo é o filme todo.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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