RESENHA CRÍTICA: Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim (Sherlock Gnomes)
É moderadamente divertido, mas seria muito melhor se todos nos falássemos inglês, em particular as crianças
Gnomeu e Julieta: O Mistério do Jardim (Sherlock Gnomes)
EUA, 18. 1h26min. Direção de John Stevenson. Animação. No Elenco original temos os nomes de Emily Blunt, Kelly Asbury, Mary J. Blige, Michael Caine, Johnny Depp (no papel título),Chiwetel Ejiofor (Dr.Watson),Dexter Fletcher. Mais James McAvoy, Maggie Smith, Julie Walters e o auto da trilha Elton John. Patrick Stewart faz a voz de Shakespeare no final do filme!
Vendo o elenco o problema é simples, filme de animação passa traduzido para a língua do determinado país, ou seja, não ouviremos os astros famosos! E se vai assim o maior interesse de outro desenho animado longo e discutível. Outro problema, o filme só pode funcionar para adultos, ou vocês acham que criancinha vai saber quem é o britânico Sherlock Holmes, ainda mais disfarçado de Gnomo? Talvez criancinha britânica e de pais pretensiosos, que ainda por cima terá que achar muita graça em desvendar mistérios e assassinato, e dizer elementar meu caro Watson. Ainda mais gnomos de jardim com o nome romântico e também complicado para crianças de Romeo e Julieta, que recrutam Holmes para investigar o misterioso desaparecimento dos ornamentos do jardim. O filme custou cerca de 60 milhões de dólares e não rendeu nos EUA mais do que 42. Aliás, o primeiro desenho produzido pela MGM desde 2008. Nem tudo está perdido porque este diretor aqui é o mesmo que fez Kung Fu Panda (2008) e produzido 8 anos depois do primeiro Gnomo. Enfim, é moderadamente divertido, mas seria muito melhor se todos nos falássemos inglês, em particular as crianças.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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