RESENHA CRÍTICA: A Chegada (The Arrival)

Prepare-se para algo diferente em termos de ficção científica muito bem realizado

23/11/2016 21:58 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: A Chegada (The Arrival)

tamanho da fonte | Diminuir Aumentar

A Chegada filme cartaz poster

A Chegada (The Arrival)

EUA, 16. 116 min. Direção de Dennis Villenueve. Roteiro de Eric Eisserer baseado na história de The Story of Your Life, de Ted Chiang. Com Amy Adams, Jeremy Renner, Forest Whitaker, Michael Stuhlbarg, Sangita Patel, Mark O´Brien.

Prepare-se para algo diferente em termos de ficção científica e não de super-heróis da Marvel. Exibido no Festival de Veneza, é o novo trabalho de um diretor que já é Cult, o franco canadense Dennis Villeneuve, que tem surpreendido com filmes como Incêndios, Os Suspeitos, Sicário. E o próximo Blade Runner 2049. Intenso e de poucas palavras, conta uma história que tem semelhanças com outras viagens espaciais misteriosas, em especial Interestelar de Christopher Nolan, já que é preciso prestar atenção na história, em particular na meia hora final quando ela toma um caminho que pode confundir e provocar debates ao final da projeção.

O ponto alto do elenco é sem dúvida a sempre adorável Amy Adams que tem finalmente um papel a altura de seu talento, a Dr Louise Bank, especialista em diferentes linguajares que é chamada para uma estranha missão, naves especiais de formato diferente que aparecem em diversos lugares do Globo (o Brasil não, preferiram a Venezuela, certamente porque esta a beira da calamidade total, o Brasil tem apenas outra rápida citação). Louise faz parte desse grupo de elite que tenta impedir um confronto total, ou seja, uma guerra, entre aqueles estranhos ETS que chegam mas não conseguem se fazer entender. Ainda mais quando todos os países querem ter mais envolvimento no que pode ser um holocausto total. Louise que está inundada de memórias do passado (quando perdeu uma adorável criança) é a única que esta determinada a resolver o problema, se bem que outro americano Ian (Jeremy Renner) também pareça bem intencionado.

Muito bem realizado com um tom de fotografia nebuloso (o diretor chamou de Dirty Sci-fi), o filme prende a atenção até o final, mas aconselho que assistam o filme acompanhados - e quando mais inteligente a pessoa melhor! Assim é preciso nos deixar envolver em tramas complexas que aos poucos vão ganhar forma e intensidade. Tive a sorte de sentar com duas produtoras de TV com quem fiquei discutindo o mistério (na verdade, na cabine – um cinema bem grande - formaram-se grupos de diversos jornalistas também discutindo o conteúdo da trama). Talvez seja mesmo recomendável assisti-lo duas vezes.

Villeneuve se esforçou para que toda a tecnologia do filme fosse verdadeira sob as ordens de Stephan e Christopher Wolfran. A trilha musical do filme foi composta por um islandês que começou a trabalhar nela antes de começar o filme e a foram desenvolvendo durante a rodagem (que foi em Montreal). Também houve a preocupação de criar uma linguagem para os alienígenas que fosse também até certo ponto compreensível (usando logogramas).

O filme rendeu ate agora 35 milhões de dólares para um orçamento de 47. Mais 14 no exterior. O que não é nada promissor. Quem sabe no resto da Europa vá melhor.

Linha
tamanho da fonte | Diminuir Aumentar
Linha

Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

Linha
Todas as máterias

Efetue seu login

O DVDMagazine mantém você conectado aos seus amigos e atualizado sobre tudo o que acontece com eles. Compartilhe, comente e convide seus amigos!

E-mail
Senha
Esqueceu sua senha?

Não é cadastrado?

Bem vindo ao DVDMagazine. Ao se cadastrar você pode compartilhar suas preferências, comentar ou convidar seus amigos para te "assistir". Cadastre-se já!

Nome Completo
Sexo
Data de Nascimento
E-mail
Senha
Confirme sua Senha
Aceito os Termos de Cadastro