RESENHA CRÍTICA: O Reino Gelado 2 (Die Schnee Konigin 2 ou Snezhnaya koroleva 2)
Já houve piores e melhores, talvez sirva então na falta de alternativas infantis...
O Reino Gelado 2 (Die Schnee Konigin 2 ou Snezhnaya koroleva 2)
Rússia, 14. 78 min. Direção de Aleksey Tsitslin. Vozes da versão em inglês: Sean Bean, Sharito Copley,Bella Thorne. No Brasil vozes de João Cortes e Larissa Manoela.
Não assisti o primeiro filme mas a continuação chega com a sorte de Disney ter estourado com sua versão da mesma lenda, ou seja vagamente inspirada em Hans Christian Anderson, e até hoje ainda faturam em cima das duas irmãs que estrelaram Frozen, uma Aventura Congelante, 13, que levou Oscar de melhor animação e canção. Parece que os russos fundaram um estúdio chamada Wizart e estão usando tecnologia D-Box usando truques (como estrear o filme na Antártida e distribuindo-o por mais de 65 países!).
Mas a continuação não tão pretensiosa a ponto de começar fazendo um rápido resumo do filme anterior, mostrando com conseguiram vencer a malvada Rainha do Gelo com a ajuda de um troll, Orm, que agora retornou a sua vida rotineira de minerador, nada feliz. E A Rainha ataca de novo lançando uma maldição que faz com que as pessoas que olharem no espelho verão o pior de si mesmas (mas ela tem presença bem menor do que no original).
Não espere o padrão de qualidade de Disney, nem as canções (que acho que sempre ajuda muito embora aqui músicas clássicas sirvam de fundo! Alternadas com outras mais animadas). mas ainda assim a animação digital tem um padrão razoável. Talvez o troll com suas crises de consciência pudesse ser mais engraçado e o diretor se esforçou em criar correrias e perseguições (logo no começo na Mina) para tornar tudo mais interessante. Para ajudá-lo ele continua a ter o Perret branquinho e fiel e sua avó (que aparece em flash dançando sem expulsa do palácio depois de dançar discoteca!). Logo a princesa vem visitá-lo bem irritada mas o filme só esquenta com a caravela e a menina que se veste de rapaz. Ou seja, já houve piores e melhores. Talvez sirva então na falta de alternativas infantis...
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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