RESENHA CRÍTICA: Paulo, Apóstolo de Cristo (Paul, Apostle of Christ)
Deve haver um público para este tipo de filme religioso, meio termo entre catolicismo e pregações cristãs. Mas não espere demais.
Paulo, Apóstolo de Cristo (Paul, Apostle of Christ)
EUA, 18. 1h47 min. Direção de Andrew Hyatt. Com James Faulkner, Jim Caviezel, Joanne Whalley, John Lynch, Olivier Martinez, Yorgo Karamihos, Antonia Campbell Hughes, Alesssandro Speerdutti. Uma produção da Affirm Films (especialista em filmes cristãos). Que fez Milagres no Paraíso, A Estrela de Belém.
Deve haver um público para este tipo de filme religioso, meio termo entre catolicismo e pregações cristãs. Mas não espere demais, nem mesmo pela figura de Jim Caviezel que foi quem interpretou Jesus Cristo no filme dirigido pelo Mel Gibson Paixão de Cristo, aqui está no papel do apostolo Lucas. A ação se passa em Roma, no ano de 67, depois de Cristo, já nos dias finais de Paulo. Quem faz o personagem é o britânico James Faulkner famoso por Game of Thrones e também de Downtown Abbey. Ele esta numa prisão romana chamada Marmetine acusado pelo imperador Nero de ter ajudado a botar fogo no chamado Grande Incêndio de Roma! Ele é ajudado por um grupo secreto de Aquila e Priscilla (Lynch e Joanne) além do apostolo Lucas. Há também Mauritius (o francês Martinez) que dirige a prisão, mas tem escrúpulos e problemas com uma filha doente Caelia. Logo vêm os flashbacks, que irão mostrar os dias em que Paulo passou usando o nome de Saul de Tarsus (feito por outro ator, Yorgs Karamilhos), e testemunhou a perseguição de cristãos inocentes. Mas não se dá a devida importância a outro fato citado na Bíblia, que seria a sua conversão na estrada de Damascus.
Quem dirigiu o filme é um certo Andrew Hyatt, que também escreveu o roteiro com Terence Berden. Os filmes de Hyatt como diretor e também roteirista são desconhecidos por aqui (The Frozen, 12, The Last Light, 14, Full of Grace, 15).
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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