RESENHA CRÍTICA: Jovem Mulher (Jeune Femme)
A jovem atriz Laetitia ao menos é interessante, mas não espere muito do filme
Jovem Mulher (Jeune Femme)
França, 17. 97 min. Direção de Léonor Serraille. Elenco: Laetitia Dosch, Souleymane Seye Ndiaye, Nathalie Richard, Lilas-Rose Gilberti-Poisot, Grégoire Monsaingeon, Léonie Simaga, Érika Sainte, Audrey Bonnet.
Este foi o filme vencedor do prêmio Camera D´0r do último Festival de Cannes. Na verdade, esta semana li um artigo de um crítico francês que lamentava a mediocridade do Festival de Cannes e a seleção dos filmes, em particular franceses. E a única exceção que ofereceu eu compartilho (a melhor comédia local que é o Assim é a Vida).
Este aqui não é dos piores. Ainda assim tem jeito de filme experimental de jovem diretora que não tem ainda a coragem de ir até o fim, se perdendo numa situação banal e numa personagem irritante e perdida. E termina sem concluir coisa alguma. A jovem atriz Laetitia ao menos é interessante, mas não espere muito. Sinopse oficial do filme: Sem dinheiro, dona apenas de um gato e com todas as portas batendo na sua cara, Paula retorna à Paris após uma longa ausência. Repentinamente abandonada pelo namorado, sua odisseia durante o dia e a noite está apenas começando: uma jornada para redescobrir a integridade de sua alma e sua independência. Ela só tem certeza de uma coisa: está determinada a recomeçar novamente e o fará com estilo e carisma. Um romance com um emigrante negro e o retorno do ex-namorado são algumas das reviravoltas.
Arrisque quem quiser.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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