RESENHA CRÍTICA: Monsieur e Madame Adelman (Monsieur et Madame Adelman)
O filme vai ser uma surpresa, é uma comédia leve e humana
Monsieur e Madame Adelman (Monsieur et Madame Adelman)
França, 2017. 2hs. Direção de Nicolas Bedos. Roteiro de Nicolas e Doria Tillier. Com Doris Tillier,Bedos, Denis Podalydès. Antoine Gony, Christiane Millet, Pierre Arditi, Zabou Breitman, Jack Lang.
Pouca gente conhece no Brasil o já veterano comediante Guy Bedos, muito menos ainda do seu filho Nicolas estreante na direção que parece querer seguir o mesmo caminho, Nicolas. Junto com a parceira, o casal faz muita televisão e muita comédia. Aqui se esforçam para não fugirem da autobiográfica, quando Sarah e Victor não se suportam mais depois de quarenta anos e ela não aguenta viver à sombra do marido. Seriam esperam os autores, um casal comum que passam anos brigando e se amando. A verdade é que o filme teve boas críticas na França, já que consegue ser divertido, emocionante e cheio de vivacidade. Dá para perceber que eles se dão bem na vida real, já que também se fazem cercar de amigos e companheiros na vida real. Afinal, o tempo passa e o amor fica, se pergunta o filme? Nesta temporada de filmes franceses irregulares, esta foi considerada das mais agradáveis e consumíveis. Começa em 1971 e vai durar 45 anos. Como nos todos com segredos e surpresas. O fato é que vai ser uma surpresa, uma comédia leve e humana.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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