RESENHA CRÍTICA: Carros 3 (Cars 3)

Animação tecnicamente impecável mas é basicamente um resumo de programas de corridas na televisão norte-americana

13/07/2017 14:06 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Carros 3 (Cars 3)

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Carros 3 (Cars 3)

EUA, 17. 1h49 min. Direção de Brian Fee. Vozes originais de Owen Wilson, Michael Caine, Larry the Cable Guy, Emily Mortimer, John Turturro, Eddie Izzard, Franco Nero, Joe Mantegna.

Somente para garotos, duvido muito que meninas como regra geral irão vibrar e torcer por esta animação tecnicamente impecável (e que deve novamente render muito dinheiro com brinquedos de carrinhos) mas é basicamente um resumo de programas de corridas na televisão norte-americana, ou seja, vem de outro mundo ainda bem distante do nosso. Mas que tem um visual muito fotogênico e uma narrativa rápida e eletrizante.

Este foi o primeiro filme dirigido por Brian Fee que havia trabalhado nos dois “Carros” anteriores como storyboard artist, assim como Ratatouille, Wall E, Mulan 2. Custou 173 milhões de dólares e rendeu 101 em duas semanas. Sem o esperado senso de humor (muito raro aqui), o roteiro traz o carro de corrida Lightning McQueen que vai competir no World Grand Prix. Mas ele é considerado velho e superado e apesar de seus esforços acaba vendo vencido por um novo e espetacular carrão. Apesar de ser uma lenda viva, o herói quer tentar um novo começo, o que pretende conseguir com a ajuda dos antigos sponsors e uma nova amiga. Mas o lance maior é que há um plano secreto liderado por um gênio misterioso e sua gang de criminosos, que ameaça acabar com a vida de todos os competidores. 

Nem todos da crítica americana gostaram do filme. Teve gente que achou o filme previsível, os personagens se comportando de forma elementar e rotineira. Ou seja, não tem aqueles toques originais que são já hábitos da Pixar. Talvez porque a história é fixada demais apenas em McQueen e não em seus companheiros que ficam num segundo plano. Tudo se resumindo numa questão de merchandising. Os coadjuvantes aqui são mal desenvolvidos e sem grandes oportunidades. Fica então tudo em cima da qualidade do visual, o lado gráfico, embora também haja reclamações para a trilha musical sem novidades (um detalhe, há cena após os créditos como virou moda). Antes do filme como é de habito na Pixar, há um curta metragem que certamente irá concorrer depois ao Oscar, Lou, que todos acharam doce e charmoso.

O New York times confirmou que o filme não traz novidade para quem já se acostumou com carros falantes e não especialmente interessantes. Mas uma coisa charmosa é usar o falecido Paul Newman em flashbacks de filmes passados como Doc Hudson e a presença de alguns recém-chegados como Armie Hammer, Nathan Fillion e Cristela Alonzo. De tudo isso, mesmo sem ser obra prima, resta a qualidade excepcional de certas cenas (como a corrida na praia, o tema sempre atual de jovem versus velhice, e para que negar, os milhões de dólares que irão gastar nos brinquedos).

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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