RESENHA CRÍTICA: Demolição (Demolition)

Apesar do elenco importante e do diretor de prestigio, não passou em nossos cinemas este drama que saiu em DVD e streaming

04/02/2017 21:53 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Demolição (Demolition)

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Demolição (Demolition)

EUA, 15. 101 min. Direção de Jean Marc Valée. Com Jake Gyllenhaal, Naomi Watts, Chris Copper, Judah Lewis, C.J. Wilson, Polly Draper, Debra Monk. Roteiro de Brian Sipe (A Escolha).

Apesar do elenco importante e do diretor de prestigio, não passou em nossos cinemas este drama que saiu em DVD e streaming. O diretor esta no auge do prestigio e já havia feito Valée de Clube de Compras em Dallas, CRAZY Loucos de Amor, Livre e atualmente na série de TV HBO Big Little Lies. Mas o filme não aconteceu rendendo nos EUA escasso milhão de dólares e dividindo a critica. Fácil explicar. É um caso monocórdio de um drama de uma nota só. Jake é um preguiçoso homem de negócios que trabalha na firma do sogro e mantém uma relação aparentemente agradável com uma jovem esposa ate o momento em que ela distraída sofre um acidente de carro ao sair de uma ponte. Morre mas ele não apresenta cicatrizes aparentes. Vai em frente, matando o tempo. Não muda muito, mas ao menos se interessa por uma moça que conhece no trem, Naomi Watts, que não tem uma existência muito brilhante (mas tem filho pré adolescente e um companheiro violento). O garoto é a figura mais interessante porque apesar da idade, já se acha bissexual.

Algumas discussões, quase brigas mas nada que ilumine o resultado. Jake faz a mesma cara de tonto de costume. Um filme menor do canadense Valée que pode interessar, porém a psicólogos e psiquiatras.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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