RESENHA CRÍTICA: Lolo, o Filho da Minha Namorada (Lolo)
Não é memorável, mas não deixa de ser simpático
Lolo, o Filho da Minha Namorada (Lolo)
França, 15. Direção de Julie Delpy. Com Julie Delpy, Dany Boon, Karin Viard, Vincent Lacoste, Georges Corraface, Christophe Vandevelde.
É interessante como a atriz francesa Julie Delpy conseguiu fazer uma carreira internacional (também em Hollywood!) não apenas como atriz mas principalmente como diretora (já teve duas indicações ao Oscar por causa dos roteiros de Antes do Por do Sol e Antes da Meia Noite). E retorna aqui já madura e mais gordinha, no papel de uma mulher de meia idade, Violette, que arranja um namorado rico que conhece perto de Biarritz, em Thalasso (a princípio acha que ele é pobretão mas se interessa por ele, interpretado pelo comediante de maior bilheteria hoje na França, que é Dany Boom). O problema é que ela tem um filho já passado da adolescência, que é metido a ser um artista da moda (justamente o Lolo) que é um criador de caso (o papel é feito por Vincent Lacoste, um rapaz de pouca personalidade que esteve em Hipocrates. A verdade é que só provoca saudades dos tempos em que os jovens galãs eram Alain Delon ou Jean Sorel!).
O filme abriu a Sessão Venice Days (Jornada dos autores do Festival) e não é para ser levado a sério. Menos pessoal que outros trabalhos de Julie e talvez menos engraçado com destaque para a experiente Karen Viard fazendo sua melhor amiga. Ou seja, não é memorável, mas não deixa de ser simpático. E descartável.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
relacionados
últimas matérias