RESENHA CRÍTICA: Body (Cialo)
Uma comédia de humor negro, com criticas a sociedade, mas é frio, mal resolvido e se torna quase irritante
Body (Cialo)
Polônia, 15. 90 min. Direção de Malgorzata Szumowska. Com Janusz Gajos, Maja Ostaszweska, Justyna Suwala, Ewa Dalkowska.
Este é um estranho filme polonês que ganhou o prêmio de direção no Festival de Berlim deste ano, além de prêmios locais (de melhor filme, som, estreante Justyna, ator Gajos). A diretora parece ter muito prestigio lá fora, em 2013 com W. Immie.../In the Name of, premio Gay, foi finalista do European Film Award (com Ono, 2004, e em 2000, Szczesliwy czlowiek). Prêmio Especial do Júri em Locarno (33 sceny z zycia/ 33 scenes from Life,2008). Quase nenhum deles passou comercialmente aqui, o que torna difícil analisar melhor sua obra. O único que lembro de ter tido pequena carreira foi Elles (Idem, 2011, com Juliette Binoche). O filme tentava nos fazer convencer que uma jornalista da famosa revista Elle fica tão impressionada com a matéria que esta escrevendo sobre duas jovens prostitutas que se deixa balançar, reavaliando sua vida conjugal de muitos anos com o marido e dois filhos. Apesar da grande Binoche não me convenceu.
Aqui achei a melhor coisa do filme a sequência inicial quando policiais chegam a floresta, onde um homem se dependurou numa árvore se suicidando. Cortam a corda e ficam discutindo o caso e custam a perceber que o enforcado se levanta, sem explicações e vai embora caminhando... Sem dúvida, uma abertura original mas que não reflete o que será o filme, naturalmente lento e cansativo. Basicamente seria sobre um bem sucedido advogado que está muito preocupado com sua filha anoréxica Olga, que rejeita tratamentos porque ainda está em crise e pensa em se matar, porque não superou a morte de sua mãe. Uma psiquiatra que também tem problemas pessoas tenta ajudá-la...
Tem momentos que parece ser uma comédia de humor negro, com criticas a sociedade, mas é frio, mal resolvido e se torna quase irritante.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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