RESENHA CRÍTICA: O Que Será de Nozes? (The Nut Job)
O filme não ofende crianças e não chega a interromper o sono dos adultos. Mas fora isso...
O Que Será de Nozes? (The Nut Job)
Coréia do Sul, 2014. Direção do grego Peter Lepeniots. Animação. Vozes originais de Will Arnett, Brendan Fraser, Liam Neeson, Katherine Heigl, Stephen Lang, Maya Rudolph.
Não haveria nem necessidade de gastar tempo e fazer um comentário sobre esta animação que lembra um pouco aquele esquilo pré histórico brasileiro, que fez sensação com a série A Era do Gelo (Ice Age). Eram muito divertidos e pouco tem a ver com esses esquilos contemporâneos que vive no colorido Canadá lutando para armazenar nozes e equivalentes agora que esta chegando o inverno. Então, o filme que já começa com uma citação de um curto da Pixar (onde os pássaros estão todos no mesmo fio!) vai tropeçando em sua mediocridade absoluta. Não ofende crianças e não chega a interromper o sono dos adultos. Mas fora isso...
A história seria sobre um roubo de nozes junto com um simultâneo roubo de um banco. As piadas são fracas, as situações infelizes e realmente somente a paisagem colorida (tenho a impressão certamente errônea de que com os atuais equipamentos os filmes já se dirigem do gênero por si só!).
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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