Estacao Bielorrussia
No verao de 1945, no fim da Segunda Guerra, um trem para na Estacao Bielorrussia e conduz um grupo de soldados russos de volta ao lar. La estao cinco combatentes que defenderam o pa?s no front de batalha e ficaram muito proximos
Estação Bielorrússia (Belorusskiy vokzal). URSS, 1971, 95 minutos. Drama. Colorido/Preto-e-branco. Dirigido por Andrey Smirnov. Distribuição: CPC-Umes Film
No verão de 1945, no fim da Segunda Guerra, um trem para na Estação Bielorrússia e conduz um grupo de soldados russos de volta ao lar. Lá estão cinco combatentes que defenderam o país no front de batalha e ficaram muito próximos. 25 anos depois, quatro deles reencontram-se para o funeral do quinto amigo. Durante um dia inteiro juntos, vão relembrar fatos obscuros da guerra, bem como momentos de amizade e solidariedade
Mais um filme cult raríssimo que a CPC-Umes lança no Brasil em DVD, na série “Cinema soviético”. Ele acaba de chegar numa cópia restaurada pela Mosfilm, com excelente qualidade de imagem e som. É um drama todo dialogado sobre o reencontro de amigos que lutaram juntos na guerra defendendo a União Soviética, e agora, com certa idade, estão de volta num momento triste, que é o funeral de um deles. São tomados pela melancolia, passam a rememorar fatos que viveram na guerra, não só de tragédias, mas de ternura, irmandade e humanidade. Passeiam por bares, reveem outras pessoas que marcaram suas vidas e visitam a velha Estação Bielorrússia, onde um trem, 25 anos antes, conduziu-os de volta ao lar quando a guerra terminou (o filme se passa durante um dia inteiro na vida dos amigos, do amanhecer ao anoitecer).
Tem teor memorialista, dentro do gênero drama, com algumas cenas sutis de comédia para dialogar com os laços de fraternidade criados num contexto de tensão, na maior guerra de todas, e de como a guerra ainda afeta a existência desses amigos ex-combatentes.
Em uma cena curiosa, na metade do filme, quando os quatro amigos bebem em um restaurante, ouve-se no fundo a música “Brasileirinho”, o famoso choro de Waldir Azevedo.
Dirigido por Andrey Smirnov, que era ator e participou de dezenas de filmes entre os anos 60 e 2000.
Sobre o Colunista:
Felipe Brida
Jornalista, cr?tico de cinema e professor de cinema, ? mestre em Linguagens, M?dia e Arte pela PUC-Campinas. Especialista em Artes Visuais e Intermeios pela Unicamp e em Gest?o Cultural pelo Centro Universit?rio Senac SP, ? pesquisador de cinema desde 1997. Ministra palestras e minicursos de cinema em faculdades e universidades, e ? professor titular de Comunica??o e Artes no Imes Catanduva (Instituto Municipal de Ensino Superior de Catanduva), no Senac Catanduva e na Fatec Catanduva. Foi redator especial dos sites de cinema E-pipoca e Cineminha (UOL) e do boletim informativo "Colunas e Notas". Desde 2008 mant?m o blog "Cinema na Web". Apresenta quadros semanais de cinema em r?dio e TV do interior de S?o e tem colunas de cinema em jornais e revistas de Catanduva. Foi j?ri em mostras e festivais de cinema, como Bag?, An?polis, Bras?lia e Goi?nia, e consultor do Brafft - Brazilian Film Festival of Toronto 2009 e do Expressions of Brazil (Canada). Ex-comentarista de cinema nas r?dios Bandeirantes e Globo AM, foi um dos criadores dos sites Go!Cinema (1998-2000), CINEinCAT (2001-2002) e Webcena (2001-2003). Escreve resenhas especiais para livretos de distribuidoras de cinema como Vers?til Home V?deo e Obras-primas do Cinema. Contato: felipebb85@hotmail.com
relacionados
últimas matérias