RESENHA CRÍTICA: Crimes em Happy Time (The Happy Time Murders)
Não serve para criança e adulto não acha graça em bonecos. Isso nos faz suspeitar de que tem grandes chances de não dar certo!
Crimes em Happy Time (The Happy Time Murders)
EUA, 18. 91 min. Com Melissa McCarthy,Elizabeth Banks, Maya Rudolph (os outros atores creditados apenas dublam em inglês). Direção de Brian Henson.
Atenção: o filme teve nos EUA a censura R, ou seja, proibida para menores por seu conteúdo grosso e sexual, assim como a linguagem e algumas referencias de drogas.
A opinião geral dos norte-americanos foi a mesma: não leve as suas crianças para ver este filme que não é indicada para elas (há uma diferença com nossos hábitos, por lá se levar o filho junto com você, poderá ver o filme sem problemas. A responsabilidade é do pai). Ainda assim há uma razão importante para que este filme esteja sendo o primeiro filme projeto dos Muppets, os adoráveis bonecos infantis (que particularmente sou super fãs deles e do antigo Muppet Show!). E quem dirige é justamente Brian Henson, que é o herdeiro justamente do criador disso tudo, o Jim Henson, que morreu prematuramente enquanto os direitos pertencem a Disney! (a firma de Brian agora se chama HA! Ou “Henson Alternative” com exclamação).
Há uma razão maior para esta mudança que merece uma explicação: os Muppets foram muito cultuados há mais de 40 anos atrás, mas as mais recentes tentativas de reciclá-los não deu certo, foram fracasso de bilheteria (também porque não conseguiram ressuscitar sua magia original). Para tentar uma alternativa então fazem Muppets policiais para adultos, se inspirando um pouco no famoso Roger Rabitt (adulto, mas nunca muito apelativo!) e também quiseram usar como modelo um famoso show musical de teatro, também encenado no Brasil, que foi o ótimo “Avenue Q” (também temos que registrar que em Las Vegas é tradicional essas brincadeiras com palavrões e bonecos). Outra novidade é que o produtor deste filme é a comediante Melissa McCarthy, que até a pouco foi muito festejada, mas tem insistido em trazer junto seu marido ator e diretor Ben Falcone que infelizmente não tem grandes talentos. Na verdade, em vez de desenvolver grandes tramas e humor visual, insistem em apelações para ter determinadas ousadias. O boneco mais marcante é P.I. Phil que se envolve com uma boneca fatal Sandra (e se descobre que ele foi um eficiente policial, mas agora em decadência). Há casos de assassinato o que faz com que se una à humana Connie (McCarthy) e até a droga heroína! Os críticos americanos levantaram a questão de que muitos momentos não têm nada de engraçado ou aceitável. Vejam o paradoxo, não serve para criança e adulto não acha graça em bonecos porque afinal de contas ele espectador é machão e não ri das mesmas coisas! Tudo isso nos faz suspeitar de que tem grandes chances de não dar certo!
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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