RESENHA CRÍTICA: Alfa (Alpha)
Não acredito que o filme venha a ter grande público nas telas brasileiras embora pessoalmente ache interessante esse tipo de épico ambicioso
Alfa (Alpha)
EUA, 18. 1h36min. Direção de Albert Hughes. Roteiristas Daniele Sebastian Wiedenhaupt, Hughes. Com Kodi Smit-McPhee, Morgan Freeman, Nastassia Malthe, Johannes Haukur Johannesson, Leonor Varela, Mercedes de La Zerda, Spencer Bogaert, Jens Hulten, Patrick Flanagan.
Os irmãos Albert e Allen Hughes começaram fazer filmes quando tinham 12 anos e logo começaram a fazer curtas, vídeos e estudaram na LACC Film School. Em 1993, estrearam com o longa Perigo para a Sociedade (93), que estreou em Cannes e Ambição em Alta Voltagem (95). Mais tarde vieram Do Inferno (From Hell, 2001, com Johnny Depp), seguido por O Livro de Eli, 10, com Denzel Washington. Depois de alguns documentários, a dupla se separou e passado algum tempo só agora retornam com esta aventura épica curiosa, mas que tende a não fazer sucesso (na verdade, o filme custou 51 milhões de dólares e rendeu até agora apenas 27 milhões no mercado americano e mais 11 no exterior).
Ainda assim a aventura épica tem belas imagens e certa ambição, ao situar tudo na Idade do Gelo, quando com muita ambição tenta mostrar como foram as origens do ser humano, os homens. Um rapaz fica ferido quando se envolve com os homens mais importantes da tribo, e é forçado a sobreviver no ambiente selvagem. Consegue dominar um lobo abandonado por seu grupo acabam por acreditar um no outro, enfrentando perigos e o inverno. O ator central Kodi é australiano e já fez antes outros trabalhos como X-Men: Fênix Negra, Deadpool 2, a série de TV Gallipoli, Oeste sem Lei, Planeta dos Macacos, o Confronto.
Alguns detalhes curiosos: o filme foi adiado por mais de um ano, deveria ter estreado no ano passado, um fato raro hoje em dia. Não há no filme textos dizem que os animais não foram sacrificados porque há uma sequência onde sacrificam um bisão. Foi rodado em Alberta, Canadá, perto de East Coulee. O diálogo rudimentar do filme foi inventado especialmente para a produção.
Não acredito que o filme venha a ter grande público nas telas brasileiras embora pessoalmente ache interessante esse tipo de épico ambicioso.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
últimas matérias