RESENHA CRÍTICA: Hearstone (Idem)
Se trata de um filme de arte, lento, longo, bonito e sensível
Hearstone (Idem)
Islandia, 2016. 2h9min. Direção de Gudmundur Anar Gudmunsson. Com Balduar Einarsson, Blaer Hinrikisin, Diljah Valsdotir.
Um lançamento muito especial. Teoricamente seria para aqueles que se interessam mais por dramas sobre homossexualismo. Mas para estes pode desapontar já que se trata de um filme de arte, lento, longo, bonito e sensível. Sobre dois garotos que estão ainda no começo de sua sexualidade, vivendo numa cidadezinha de pescadores na costa da Islândia. São Thor e Christian, um loiro quase adolescente, bonito, que desperta a atenção do outro, ainda moleque e não desenvolvido. Ambos são atraídos um pelo outro, mas não tem coragem ou situações onde podem confirmar essa relação. Isso e o fato de ser tão longo, pode prejudicar sua carreira principalmente pela resolução da história.
Mas não há como não respeitar essa delicadíssima história quase gay, sem ousadias, ou nudez, que teve uma longa carreira de premiações (foi vencedor do Queer Cinema em Veneza, foi premiado em Chicago, Dallas, 3 vezes em Angers, 12 na Islândia num total de 30 contando com outros lugares).
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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