RESENHA CRÍTICA: Le Tour de France (Idem)

Não tem sido uma temporada forte para o cinema francês

13/07/2017 14:19 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Le Tour de France (Idem)

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Le Tour de France (Idem)

França, 16. 95min. Direção de Rachid Daidani. Com Gérard Depardieu, Florida Cheikh, Christine Hevers, Saddek.

Não tem sido uma temporada forte para o cinema francês, ao menos aqui no Brasil. Esta semi-comédia é um caso simples. Por aqui ninguém tem interesse em corridas de bicicleta, que os franceses adoram e endeusam, mas não brasileiro médio que quase sempre as desconhece. E olha que nem chegaram a importar direito o escândalo do século do gênero que foi a descoberta de que o grande campeão americano de corridas, era um drogado mentiroso e até perigoso (Ben Foster fez bem o filme Programado para Vencer (15) do ótimo Stephen Frears,

Se esse filme forte não rolou aqui imagina então este aqui que é muito regional a ponto de conseguir um espaço no Festival de Cannes para divulgá-lo do ano passado. O diretor Rachi havia feito um outro trabalho chamado Rengaine, um road movie muito mal recebido. Aqui ele tenta continuar a fazer um filme popular com um ator jovem e árabe, chamado Sake. Ele faz Far Hoook um jovem rappeur (que canta rap), que depois de se envolver num problema de violência e ajuste de conta, é obrigado a sumir um pouco. E a pedido do pai se aproxima do pintor Vernet com quem obviamente entrará em conflito... E depois se torna amigo. Ou seja, nada de novo.

A proposta agora é fazer do grande evento esportivo do pai, o Tour acaba se tornando um filme-estrada que vira um manifesto para a reconciliação. E a amizade. O grande em todos os jeitos Depardieu faz um ex-operário que imita o pintor Joseph Vernet, só que no caso o confronto com os árabes acaba sendo muito importante e cada vez mais fundamental na cultura francesa. Muito bem, mas o filme de estrada acaba se tornando regional também na trilha musical a ponto de tornar a música La Marseillese virar também rap!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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