RESENHA CRÍTICA: Negação (Denial)

Um assunto explosivo acabou resultando num filme moderado, com um roteiro mal desenvolvido

08/03/2017 22:26 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Negação (Denial)

tamanho da fonte | Diminuir Aumentar

Negação (Denial)

Inglaterra, 16. 1 hora e 49 min. Direção de Mick Jackson. Com Rachel Weisz, Tom Wilkinson, Timothy Spall, Andrew Scott, Caren Pistorious, Jack Louden, Will Attenborough.

Havia uma certa expectativa em torno deste drama britânico que traz de volta o diretor Jackson (que não fazia nada desde o telefilme Temple Grandin, 10) e que aborda um fato real e um assunto muito polêmico: a persistência de certa parte dos intelectuais que insistem em negar a existência do Holocausto do povo judeu durante a Segunda Guerra Mundial, pelas mãos dos Nazistas. O que poderia ser um assunto explosivo acabou resultando num filme moderado, com um roteiro mal desenvolvido e que no máximo teve uma indicação ao BAFTA, o Oscar britânico. Não há nem mesmo grandes interpretações apesar da presença de Rachel Weisz (de família judia) que está com uma aparência mais fotogênica, cabelos mais curtos e claros, e certa desenvoltura. Ao contrário do consagrado ator britânico Timothy Spall, que faz seu oponente, apático e perdido. Falta sangue, coração, desenvoltura e mesmo indignação. Provável culpa do dramaturgo David Hare (que erra muito e já fez muitos textos rarefeitos) que adaptou o livro History on Trial: My Day on Court with a Holocaust Denier de Deborah Lipstadt.

No caso seu opositor é um certo David Irving que a acusa quando ela o acusa de negar o holocausto. Pelo sistema inglês, seria um caso de difamação e o acusado que tem que provar a negação do fato. Ou seja, que o caso realmente ocorreu! Não escapa da mediocridade o atual vilão favorito da teve britânica, que é Andrew Scott, que faz Moriarty na série Sherlock e que some em meio a mediocridade.

Linha
tamanho da fonte | Diminuir Aumentar
Linha

Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

Linha
Todas as máterias

Efetue seu login

O DVDMagazine mantém você conectado aos seus amigos e atualizado sobre tudo o que acontece com eles. Compartilhe, comente e convide seus amigos!

E-mail
Senha
Esqueceu sua senha?

Não é cadastrado?

Bem vindo ao DVDMagazine. Ao se cadastrar você pode compartilhar suas preferências, comentar ou convidar seus amigos para te "assistir". Cadastre-se já!

Nome Completo
Sexo
Data de Nascimento
E-mail
Senha
Confirme sua Senha
Aceito os Termos de Cadastro