RESENHA CRÍTICA: É Fada!

Deveria ser uma brincadeira jovem para os fãs de uma estrela de Internet, mas o o fato é que a experiência resulta muito irregular

14/10/2016 23:07 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: É Fada!

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É Fada Cartaz Poster

É Fada!

Brasil, 16. Direção de Cris D´Amato.Com Kéfera Buchmann, Charles Paraventi, Klara Castanho, Silvio Guindane, Aramis Trindade, Carla Daniel, Lorena Comparato.

A contradição já começa no título do filme. No que devia ser uma história para crianças (acabou tendo censura de 12 anos) virou um palavrão. Se você prestar atenção no titulo, com as minhas desculpas, vai reparar que é uma expressão ate bastante forte e exclamativa que vira baixaria no que deveria ser uma brincadeira jovem para os fãs de uma estrela de Internet, uma ação ousada e atrevida de Daniel Filho com sua assistente e agora sucessora Cris D´Amato. E não fica por aí, logo no começo tem outro palavrão maior e no meio outro igualmente descartável. Ah, o mais assustador é o trailer do chamado “Internet , o Filme”, outra comédia que valha-nos Deus está anunciada para breve (já na chamada um simpático ator esculhamba com todos os jovens apresentadores locados na Internet para depois mandar contratá-los). Mal podemos esperar!

Espero, porém, que eles tenham assistido este exemplar pioneiro que lança como atriz de cinema Keféra e logo como uma fadinha (que perde as asinhas só para recuperá-las ao final) para aprender o que não devem fazer. A moça como suponho que vocês saibam chama-se Kéfera Buchmann, e ficou milionária e famosa por falar muito e escrever livros (ela já tinha feito ponta em A Noite da Virada e já fez outro filme O Amor de Catarina que segundo o IMDB é baseado em telenovela e fala sobre mulher que descobre que estpa sendo enganada pelo marido!). A moça é tem um belo rosto e fala pelos cotovelos, sempre num tom parecido. Mas para virar autêntica estrela é uma mera questão de prática e os diretores certos. E sim, evitar os exageros.

Como aqui, onde é a fadinha rebelde Geraldine que tenta se reabilitar para ajudar uma garota quase adolescente que vive com seu pai (Silvio Guindane) que é negro, um assunto que poderia ter provocado uma lição contra o racismo, mas o filme prefere fugir do assunto, ameaça mas não vai lá. Até porque a mãe da menina é uma nova rica chata e pretensiosa, outro personagem mal realizado. E o mais estranho, Kéfera acaba sendo coadjuvante de seu próprio filme. Onde o recurso que o roteiro deve ter achado mais engraçado é ela sempre oferecer três opções para cada pedido. Só que o filme se torna uma aventura de teens completamente banal e previsível, com um elenco jovem até razoável. Mas cheio de clichês e banalidades. Segundo o IMDB, o filme ia ser feito por José Henrique Fonseca, que desistiu, foi para Daniel que iria fazer o projeto com Paulo Gustavo como Tatu! (também na mesma fonte tem uma crítica assinada por pseudônimo que diz que é o melhor filme brasileiro já feito lembrando O Cortiço de Aluizio Azevedo!!!!).

O fato é que a experiência resulta muito irregular e a fadinha, digo, a mocinha, merecia mais e melhor.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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