RESENHA CRÍTICA: O Homem nas Trevas (Don´t Breathe)

Foi bem de público e bilheteria ste modesto mas interessante drama de terror

14/09/2016 00:00 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: O Homem nas Trevas (Don´t Breathe)

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Don´t Breathe Homem das Trevas poster

O Homem nas Trevas (Don´t Breathe)

EUA, 16. 88 min. Direção de Fede Alvarez. Com Stephen Lang, Dylan Minette, Jane Levy, Daniel Zovatto, Emma Bercovici.

Foi bem de público e bilheteria (custou menos de 10 milhões de dólares e já passou dos 66 milhões de bilheteria) este modesto mas interessante drama de terror. Não é de monstro, nem de fantasma, mas consegue um resultado curioso em particular na parte final. Não aprecio filmes violentos sobre adolescentes ou jovens malandros cometem crimes gratuitos. Mas é justamente isso que sucede com três jovens. A moça é loira e bonita, tem uma filha pequena e até um olhar doce, mas nem por isso deixa de ser violenta fazendo parte de quadrilha, de que faz parte um teen - que parece ser filho de policial e por isso sabe de alguns truques e coisas que não dariam certo - junto com outro malandrão. Depois de participarem um assalto numa mansão (onde demonstraram sua grossura), eles penetram numa casa velha, onde vive um sujeito que parece ser cego e isso não o impede que haja bem no escuro e na vingança.

Quase o filme inteiro é em cima da vingança desse estranho sujeito, talvez também policial (o ator que o interpreta é um veterano Stephen Lang, que também tem carreira no teatro). É quando o filme esquenta quando os jovens caem em sua cilada, que incluirá também um confronto com um violento cachorro negro e outras surpresas, até num filme que já fica aberto para uma continuação.

Apreciei mais o filme porque ele foi feito por um latino americano, um uruguaio chamado Fede Alvarez, radicado nos EUA, que fez um A Morte do Demônio (Evil Dead, com a mesma Jane Levy, 13) que era remake do clássico de Sam Raimi. O moço é competente e não deve parar por ai.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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