RESENHA CRÍTICA: Zoolander 2 (Idem)

Duvido que venha um 3! Afinal, é impossível fazer uma caricatura do que já é uma caricatura!

02/03/2016 13:47 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Zoolander 2 (Idem)

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Zoolander 2 (Idem)

EUA, 16. Direção de Ben Stiller. Roteiro de Justin Theroux e Stiller (e mais dois). Com Ben Stiller, Kristine Wiig, Penelope Cruz, Olivia Munn, Benedict Cumberbatch, Justin Theroux. Christine Taylor, Mila Jovovich, Will Ferrell,Ariana Grande, Owen Wilson, Billy Zane, Justin Bieber, Demi Lovato, Kiefer Sutherland, Cyrus Arnold, Susan Sarandon, Katy Perry, John Malkovich, Joe Jonas, Lenny Kravitz, Sting, Naomi Campbell, Kate Moss, Susan Boyle, Valentino, Tommy Hilfiger, Natalie Morales, Katie Couric, M.C.Hammer.

Stiller achou que seria uma boa ressuscitar um personagem que ele criou anos atrás e foi um fracasso, o original Zoolander (2001), mas acabou se tornando Cult, sem dúvida por causa do seu grande elenco de famosos a maior parte deles alias voltando a aparecer neste filme (o elenco original incluía Jon Voight, Winona Ryder, Christian Slater, Donald Trump, David Duchovny, David Bowie, Natalie Portman, Sandra Bernhard, Stephen Dorff, Vince Vaughn, Tommy Hillfigher, Garry Shandling, Claudia Schiffer, Lukas Haas, Cuba Gooding Jr). Era a história de Derek Zoolander, o modelo masculino mais famoso do mundo da Moda. Mas perde o troféu do Canal VH-1 para um rival promissor, Hansel. Entra em crise, sem saber que seus chefes estão planejando fazer uma lavagem cerebral nele para matar o Primeiro Ministro da Malásia durante um Desfile de Modas (porque ele está atrapalhando a exploração da mão de obra em seu país). Uma repórter da revista Time tenta impedir já que todos os grandes crimes contra Presidentes americanos foram cometidos por modelos e a indústria da Moda! Esta é a denúncia desta sátira ao mundo da moda e a burrice dos modelos masculinos através da figura de Zoolander, o bonzinho mas burro modelo do ano por três vezes seguidas. Um personagem criado por Stiller para uma entrega de prêmios do canal VH-1 (que também é produtor da fita, os dois curtas que Stiller fez com o personagem estão entre os extras do DVD). O filme pega até leve, tratando com ternura os personagens bonitos e estúpidos, envolvidos numa trama à la “Austin Powers”. Stiller não é bom diretor e este tipo de humor é para quem conhece o mundo da Moda (os outros não acharão nada divertido).

Agora como sempre a continuação continua sendo pior ainda do que o original. Começa até bem matando o Justin Bieber (mau exemplo, novamente) e depois a Interpol pedindo a ajuda dele para resolver os crimes e a conspiração internacional. Ao seu lado está sempre Hansel (Owen) e é muito difícil suportar dois personagens que vivem competindo para ver quem é o mais burro! Tem figuras como o Sherlock Cumberbatch como o novo ídolo multisexual chamado All, a volta de Penelope Cruz (em forma) como a agente que vai levá-los a Fonte da Juventude. Sting tem uma aparição assustadora falando justamente dessa Fonte que não é um lugar mas uma pessoa... E assim por diante. Justamente é esse acúmulo de tanta bobagem numa produção bem cuidada que torna o filme suportável (não foi bem de bilheteria chegando até agora os 30 milhões de dólares). Mas duvido que venha um 3! Afinal, é impossível fazer uma caricatura do que já é uma caricatura!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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