RESENHA CRÍTICA: O Imperador (Outcast)
Se você deixou de ver esta aventura nos cinemas fez muito bem
O Imperador (Outcast)
Canadá, China,EUA,França, 14. 99 min. Direção de Nick Powell.Roteiro de James Dormer. Com Nicolas Cage, Hayden Christensen, Andy On, Yfei Liu, Fernando Chien, Ron Smoorenburg. Lançamento em DVD, VOD.
Se você deixou de ver esta aventura nos cinemas fez muito bem. Mas é aconselhável também deixar de lado esta versão melhor descrita como uma grande mistura de condimentos de origens diferentes (é o primeiro filme chinês do gênero feito em co-produção com franceses, americanos e mais canadenses e Grã Bretanha). Chamaram para a direção, um britânico, campeão de artes marciais e outros esportes e que fez carreira como stunt man e diretor de cenas de ação (tem 114 créditos, de 88 a 2012, onde fez Resident Evil 5 e Os 3 Mosqueteiros). Essa sua maestria , porém não se revela no filme que é banal em tudo, isso quando não cai no ridículo de termos que ver o sempre decadente Nicolas Cage como o Gallain, Fantasma Branco (zarolho e falando com uma ridícula voz empostada). Tudo se passa em lugares vagos e misteriosos (o resumo fala em século 15), quando um rei esta morrendo e o herdeiro do trono é perseguido por seu irmão mais velho. Ele busca a proteção junto com a irmã e um jovem cavaleiro desacreditado Jacob (Hayden Christensen, a infeliz revelação de Star Wars, voltando ao cinema depois de ausência de 4 anos. Infelizmente voltou também a fazer outros filmes, sinal de que foi apenas um hiato (ele cortou o cabelo moderninho mas continua um nada!). É melhor evitar.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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