RESENHA CRÍTICA: Sétimo (Séptimo)
O argentino Darin tem tal prestígio hoje no Brasil que importam qualquer filme que faça
Sétimo (Spétimo)
Argentina, 13. 88 min. Direção de Patxi Amezcua. Com Ricardo Darin, Belen Rueda, Luis Ziembrowski, Osvaldo Santoro,Guillermo Arengo, Jorge D´Elia.
O argentino Darin tem tal prestígio hoje no Brasil que importam qualquer filme que faça mesmo quando é um thriller B, mal escrito, mal desenvolvido e de interesse secundário. Difícil entender porque ninguém alertou o diretor que a história era fraca, tinha apenas uma trama central e nenhum personagem secundário interessante. Assim, não há situações paralelas, ou suspeitas variadas. Resulta inclusive curto demais, a ponto de terem que esticar os letreiros finais e nem assim se consegue alcançar os 90 minutos de projeção.
Resulta muito decepcionante esta história onde Darin faz um bem sucedido mas egocêntrico advogado que justamente no dia em que tem um caso importante (era muito fácil ter mostrado outros compromissos dele, ou aprofundar este, dar lhe dívidas em dinheiro, problemas maiores com gângsters ou polícia, enfim, torná-lo sua vida mais problemática e intensa. No caso ele apenas vai ate o bom apartamento no sétimo andar, pegar os filhos para levar a escola, quando descobre que eles foram sequestrados no próprio prédio. Uma voz feminina pede resgate, coisa que ele consegue com um presteza extraordinária enquanto entra vagamente em conflito com os vizinhos. E pronto, tem um estalo e assim sem maiores reflexões ou dificuldades acaba matando toda a história. Que naturalmente não vou revelar qual seja! Basta dizer que também é simplificada, resolvida sem grandes lances ou impacto. Não dá para dizer que é mal feita, é apenas mal desenvolvida e pensada. Não vale a pena ver.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
relacionados
últimas matérias