RESENHA CRÍTICA: Daddy Issues
Só para quem pode suportar filmes péssimos
Daddy Issues
EUA, 2018. 1h21 min. Direção de Amara Cash. Roteiro de Alex Bloom, Amara Cash. Com Madison Lawlor, Montana Manning, Kamala Jones, Andrew Pfiko, Jodi Carroll Harrison, Seth Ca Mossell, Mont Markham, Ronnie Clark.
Classificado como drama, e apresentado por um elenco quase totalmente desconhecido, ´é sobre uma certa Maya uma jovem de 19 anos, que passa seus dias mexendo com sua arte e truques “cybers”, seu insta crush, o designer sensual Jasmine. Uma noite Maya corajosamente encontra Jasmine e ousadamente faz nascer uma ligação romântica que lhe dá seu primeiro gosto de amor verdadeiro e acha que pode ser justamente um truque em cheio para sua carreira. Tudo vai muito bem até quando Jasmine faz parte de um relacionamento codependente com um “sugar daddy” neurótico. E o que começou como sonho pode se transformar em belo pesadelo! Um filme diferente e ousado, para um tipo atual e moderno de garotas e comportamento. Não é para todo mundo, nem promete durar muito. Mas sem dúvida é coisa da atual moda! A mocinha central é bem bonita e se não morrer antes pode até revelar algum talento. Mas tem uma amiga latina discutível, um pai feioso, uma mãe bonitinha e tudo é tão clichê, semi-sexual que é preciso ter paciência. E outra cena de masturbação da dupla juvenil (ainda assim discreta). Mas o clímax meio incompreensível é quando a loirinha vai para a Itália, na ponte famosa, começa a aprender poesia e literatura, fazer amigas e continua a dançar na rua. Só para quem pode suportar filmes péssimos.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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