RESENHA CRÍTICA: Acrimônia (Acrimony)

Acrimônia pode se traduzir também como raiva, rancor, azedume, amargura. Sentimentos esses que temos realmente ao ver o filme.

08/08/2018 15:44 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Acrimônia (Acrimony)

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Acrimônia (Acrimony)

EUA, 18. 2h. Direção e roteiro de Tyler Perry. Thriller. Com Taraji P. Henson, Lyriq Bent, Crystle Stewart, Jazmin Simon, Ptosha Storey, Danielle Nicoletti, Nelson Estevez, Kendrick Cross, Jay Hunter.

Sou admirador de Taraji Henson, já veterana estrela da série musical de TV Ritmo de um Sonho, famosa por Estrelas Além do Tempo, O Curioso Caso de Benjamin Button (que lhe deu indicação ao Oscar), e que resolveu aceitar este projeto por causa do prestígio do ator diretor roteirista Tyler Perry, que vive em Atlanta mas é péssimo intérprete e pior ainda como escritor. Ela cometeu o erro de aceitar o papel em que ela, depois de duas cenas, uma em julgamento, outra falando para uma mulher fora de cena, passa praticamente meia hora fora de cena substituída por uma garota jovem desconhecida que toma seu lugar na trama. Que não podia ser mais exagerada e pior escrita. Ela faz Melinda, uma mulher fiel e trabalhadora, que dá dinheiro para o namorado dela, depois marido, que passa a viver às custas da moça. Pior ainda as colegas tentam avisá-la que ele é mentiroso e ladrão, mas Melinda continua duvidando (quem é que gosta de uma heroína burra? Que não vê o evidente?).

O filme então só pode ir piorando, se tornando mais absurdo com elenco irregular (mesmo Taraji não dá certo) para ter uma conclusão muito boba e insatisfatória. O curioso de tudo isso é saber que o filme rendeu mais de 43 milhões de dólares, certamente endereçado as mulheres e fãs. Mas é uma pena, por aqui não irá tão bem. Ah, para quem não sabe acrimônia pode se traduzir também como raiva, rancor, azedume, amargura e a própria acrimônia. Sentimentos esses que temos realmente ao ver o filme.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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