RESENHA CRÍTICA: Amor.com (Amor Ponto Com)
É simplesmente um caso de um roteiro muito fraco, sem graça, repetitivo
Amor.com (Amor Ponto Com)
Brasil, 17. Direção de Anita Barbosa. Com Isis Valverde, Gil Coelho, Cesar Cardadeiro, Marcos Mion, João Cortes, Thaynara Gomes, Aline Guimarães, Joaquim Lopes, Alexandra Richter.
Espero que os maus tempos do cinema brasileiro mudem logo porque é muito triste observar a ausência dos espectadores mesmo quando há pretensões de mera diversão, como é o caso desta comedia romântica da veterana Total Filme (que foi pioneira no gênero por aqui). Eu fui o único espectador no que parece ter sido a última apresentação de um filme profissional, realizado por uma veterana já assistente de direção e que tinha pretensões de brincar com modismos de Internet (a heroína lembra um desses ídolos) e criadores de moda (há aparições fugazes de varias modelos, figuras do ramo e há mesmo brincadeiras com o oposto, rapazes que tem programa na internet com games e videogames não sofisticados mas certamente populares).
O que pode ter dado errado? É meio ridículo procurar isso depois que o cavalo está morto, mas enfim o elenco não é tão famoso assim. Acho Isis Valverde encantadora apesar do esforço de fazer caretas e querer parecer agitada e ao mesmo tempo sincera. Mas não conheço o galã que vem a ser um certo Gil Coelho (descendente de Malhação, me passou desapercebido em outros filmes, a vida do Paulo Coelho, S.O.S. Mulheres ao Mar 2 - que me escapou, e novelas como a Lei do Amor, credo esta nem ouvi falar). O rapaz lembra Ringo Starr, faz tudo direitinho só não tem carisma ou popularidade suficiente para fazer um casal romântico. Também o elenco de apoio é muito fraco ou mal aproveitado quando em sabido talento (como Alexandra Richter), em geral é jovem demais para atingir outro público.
Acho porém que é simplesmente um caso de um roteiro muito fraco, sem graça, repetitivo, que não se desenvolve e obriga a dupla a fazer sempre o mesmo. Mas entendam que não é ruim, só foi rejeitado por ser fraco, tolinho e desculpe Gil, você não é par para a Isis.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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