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RESENHA CRÍTICA: Logan

Este é de longe o melhor filme da série com o personagem de Wolverine

03/03/2017 14:59 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Logan

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Logan (Idem)

EUA, 2017. 2 horas e 17 minutos. Direção de James Mangold. Com Hugh Jackman, Patrick Stewart, Dafne Keen, Boyd Holbrook, Stephen Merchant, Elizabeth Rodrigues, Richard E. Grant, Eric LaSalle.

Este é de longe o melhor filme da série com o personagem de Wolverine, aqui abreviado para Logan. Certamente o mais dramático, mais bem dirigido, sem perder o tom de aventura (com um toque de tragédia). É curioso como a marca da Marvel é tão forte que ao final da sessão (na quarta feira de cinzas, como parte da promoção do filme, não apenas a sessão estava lotada, como tinha muita garotada chorando ao final e oitenta por cento da sala ficou até o final. Na esperança de ter mais alguma ceninha como tem sido costume da produtora - pura frustração, pode ir embora logo no começo dos letreiros!). Ao menos se houve a canção Hurt, de Johnny Cash, que é amigo do diretor. Um detalhe: o nome Logan é uma referência a uma graphic novel de Mark Millar, Old Man Logan, como uma deliberada finalização do personagem oposto ao filme anterior.

A primeira impressão que se tem é que se deve muito ao diretor James Mangold que, afirma Hugh, recorreu menos aos efeitos visuais com o fundo verde ou CGI (ele também fez Garota, Interrompida, Johnny e June, Kate & Leopold, Cop Land, Os Indomáveis, Encontro Explosivo). E além disso foi um dos coroteiristas. É verdade que talvez Hugh Jackman faça caretas demais, se esforce em excesso para deixar muito claro que esta será sua última aventura como o protagonista e o perturbado mas simpático personagem. Foi ele quem insistiu em largar o personagem, alegando problemas com câncer na pele e a idade, mas no fundo tinha mesmo é medo de cansar o espectador (esta seria sua décima aparição como o personagem incluindo pontas e até fotografias). Mas a verdade é que o roteiro sabe equilibrar bem a figura quase anti heroica de Logan/Wolverine com o que poderia ser um clichê (Spoiler: a menina Laura, que seria sua filha, também foi submetida a experiências). E também a figura do venerável mestre Charles Xavier(Patrick Stewart ) é sempre a garantia da boa qualidade da empreitada (o resto do elenco também é interessante com o britânico Richard E. Grant de médico/cientista super vilão e outro surpreendente bandido que é o loiro Boyd Holbrook que foi um dos policiais da série Narcos). Outra grande figura é o humorista Stephen Merchant, que faz o mutante Caliban de maneira marcante (e seus possíveis fãs nunca o reconhecerão). Chega mesmo a ter sensibilidade de fazerem uma citação de um grande clássico do cinema faroeste, que vem a ser Os Brutos Também Amam (Shane), com Alan Ladd e Jack Palance dando uma lição de vida oportuna. Segundo o astro Jackman o filme também foi influenciado por O Lutador (The Wrestler, 2008), e o outro faroeste, Os Imperdoáveis (Unforgiven de Clint Eastwood, 92).

Um detalhe importante: o filme tem muita ação e se passa num futuro próximo! Mas o que me provocou estranheza é o fato de que as legendas desta vez tinham muitos palavrões o que antes era quase impossível de suceder (ainda mais em dublagem para português!). Dizem que é resultado do sucesso de Deadpool e que por isso o filme teve nos EUA a censura R (Restricted) para adultos.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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