RESENHA CRÍTICA: Hysteria
Um filme para um público especial disposto a experiências
Hysteria
Brasil, 15. 71 min. Direção de Ava Rocha, Evaldo Mocarzel. Documentário. Com Janaina Leite, Mara Helleno.
Difícil classificar este filme que de certa forma é um documentário, mas às vezes lembra vídeo arte. O co-diretor Mocarzel é um hábil realizador de docs e desta vez já em 2012 acompanhou a companhia teatral Grupo XIS durante uma série de apresentações da peça Hysteria em Santa Catarina. O espetáculo segundo eles mesmo afirmam busca abordar as diversas expressões da mulher brasileira e a feminilidade como um todo. Assumem o trabalho como um documentário poético e sensorial. Ou seja, um filme para um público especial disposto a experiências.
Abre mostrando o mar batendo na areia (e conclui também assim) para depois seguir a encenação teatral que é experimental. Os espectadores são quase na totalidade mulheres locais que participam ativamente do jogo teatral. Há também belas imagens da natureza mas não é definitivamente uma diversão banal. Favor não confundir com filme homônimo com musica de Deff Leppard, nem com a comédia Histeria.
Sobre o Colunista:
Rubens Ewald Filho
Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de Éramos Seis de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o Dicionário de Cineastas, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.
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