RESENHA CRÍTICA: Vai Que Cola! O Filme

Vulgar, grosseira, sem graça, é apenas dispensável e primária, lembrando mesmo as antigas chanchadas

29/10/2015 13:20 • Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CR�TICA: Vai Que Cola! O Filme

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Vai que Cola! O Filme

Direção de Cesar Rodrigues. Com Paulo Gustavo, Oscar Magrini, Marcio Keiling, Werner Schunemann, Fiorella Matheis,Marcos Majella, Emiliano D´Avila,Fernando Caruso, Catarine Abdalla. Klebber Toledo.

Veja a que ponto chegamos. Este já campeão de bilheteria, que pode chegar aos dois milhões de espectadores, no fundo foi feito para promover a nova temporada da série do Multishow, que está acontecendo por agora. Cerca de 2 semanas depois da estreia do filme, ou seja, é apenas um trailer, uma chamada para o programa que é uma das coisas mais horríveis que a TV brasileira já apresentou (ainda mais TV paga). Vulgar, grosseira, sem graça, ainda mais na TV do que no cinema, onde é apenas dispensável e primária, lembrando mesmo as antigas chanchadas (se cuida para não ter cenas muito fortes, ou excesso para manter a censura mais baixa) e claro que melhor realizada por que foi produzida pela outrora ambiciosa Conspiração Filmes.

Sua maior atração é obviamente Paulo Gustavo, que depois de ter feito o mais difícil, se tornado um astro de cinema com o show de insultos que foi Minha Mãe é uma Peça, se desgasta nos excessos e mesmo com a frequência que aparece na TV em sketchs inferiores a seu talento. Na verdade, é o único do elenco central que é realmente engraçado embora aqui limitado a fazer piadinhas de meta linguagem Os atores mais conhecidos (Werner, Magrini) fazem tudo com profissionalismo, mas em geral há uma ausência triste de tempo de comédia ou momentos realmente engraçados. E tem razão também os que reclamam de que os filmes cariocas atuais são absurdamente gritados!!! Nem no tempo do Zé Trindade, Ankito, do inesquecível Grande Otelo se fazia isso. Comédia não tem que ser caricatura e exagero.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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