Comédia romântica não é o meu forte mas, às vezes, assisto para dar umas risadas. E esse
Maldita Sorte é um bom passatempo, no fim das contas. O grande chamariz do filme é realmente Jessica Alba que, querendo ou não, é um dos nomes fortes hoje em Hollywood quando se trata da “garota da vez”. Ela até agora não mostrou ainda nenhum grande desempenho - até porque só fez filmes de menos “densidade” na dramaturgia, por assim dizer - mas, ainda assim, tem grande carisma. E comprova isso mais uma vez neste filme.
O início de
Maldita Sorte é realmente muito bom. A festa em que participam Charlie e Stu é realista e cômica, assim como a maldição que a garota gótica coloca no menino que a rejeita. A frase em que Stu pergunta se a maldição dela não é uma música do Phil Collins é ótima. (me perdoem os fãs do cantor e compositor)
O filme tem outras tiradas ótimas, mas também esbarra no humor fácil algumas vezes, como a mulher com quem ninguém ficaria e que passa a ser a “prova definitiva” para Charlie ou a história das “três tetas”. Cá entre nós, são duas partes da história que eram totalmente dispensáveis. O ator Dane Cook começa meio devagar no seu papel mas, depois, quanto mais o roteiro vai evoluindo, ele vai se destacando. Realmente ele está bem no personagem, ainda que acaba sendo desnecessário da parte dos roteiristas “santificar” a Charlie. Digo isso porque não conheço nenhum homem que não se aproveitaria daquela “penca” de mulheres caindo no seu colo. Por mais que alguém queria um relacionamento sério e que dê certo, duvido muito que um homem realmente não se aproveitaria da situação. Pelo menos por um tempo.
Mas enfim, fora os lugares-comum e uma ou outra parte desnecessária, Maldita Sorte é um filme divertido. Dá para passar uns bons momentos. A direção de Mark Helfrich é coerente, ainda que não apresente nenhuma grande sacada. Afinal, é preciso dar-lhe um desconto… essa é a sua estréia como diretor. Helfrich antes tinha ficado conhecido por seu trabalho de editor, tendo no currículo filmes como
A Hora do Rush 3 e a terceira parte de
X-Men.
(Alessandra Ogeda – confira mais detalhes no blog Crítica (non)sense da 7Arte)