Lindsay Lohan foi a mais adorável das estrelinhas adolescentes reveladas por Walt Disney na ultima década, mostrando talento como cantora e atriz em Meninas Malvadas, Sexta Feira Muito Louca e até na última aventura do Fusca falante Herbie - Meu Fusca Turbinado. Mas ficou moça, chegou aos 20 anos e resolveu assumir sua condição de mulher adulta. Para começar emagreceu muito (temeu-se até pela anorexia), depois se sofisticou e procurou papéis mais sérios inclusive com Robert Altman (“A Prairie Home Companion”).
De qualquer forma, esta comédia romântica ainda adequada para menores de idade, deveria ser seu rito de passagem. Com um único problema: foi fracasso de bilheteria nos EUA (teria custado 45 milhões de dólares e não rendeu mais de 14 milhões).Mas na verdade, até que é simpática e inofensiva.
Totalmente bobinha, mas agradável de ver com sua mistura de comédia, alguma música (Lindsay não canta mas o namorado produz um bando de garotos) e bastante pastelão. A idéia é um pouco parecida com o do brasileiro Se eu Fosse Você. No caso, uma garota de muita sorte, que trabalha numa firma de relações públicas e tem que promover uma festa para uma bem sucedida gravadora. Acontece que lá por acaso beija um desconhecido, que é Chris Pine (de Diário da Princesa 2) e trocam de sorte. Ele que era um desastrado sem sorte é bafejado pelas coisas boas enquanto Lindsay perde o emprego e acaba na cadeia. E assim por diante, num troca-troca bem romântico ajudado pelo ambiente de Nova York.
O filme bastante curto é em cima dessa confusão, confundido sorte com incompetência, mas sempre de maneira visual com jeito de pastelão. Um detalhe: Lindsay adulta continua engraçadinha mas sem o mesmo fogo e brilho. Resta ainda a provar que fará a transição para estrela madura. (Rubens Ewald Filhos na coluna Clássicos de 20 de junho de 2006)