È mais um filme de um ator cujo maior talento são os músculos, especializado em fitas de ação, com muito tiroteio, corridas e barulho. E que de vez em quando tem que mudar a rotina, tentando ser cômico. Um destes atores até virou Governador da Califórnia. Sinal dos tempos. Aliás, ele, o próprio Governador Schwarzenegger, fez um filme relativamente precursor deste aqui, Um Tira no Jardim da Infância, tentando também ser engraçado com a ajuda de um elenco infantil, sem se esquecer de uns tirinhos e perseguições. Neste aqui até atrevo dizer que é uma espécie de refilmagem, só que com outro cenário. Ao invés da escola, uma casa onde o brutamontes tem que cuidar de uma família de rebentos, protegê-las, sem o menor tato, pois é um daqueles combatentes de elite. Claro que há de tudo: perseguições, desentendimentos entre o durão e a pureza das crianças, as crises com os adolescentes. E até referências sonoras de outros filmes. E um esperado final feliz, onde tudo é resolvido. Pronto. Uma hora e meia depois você sai do cinema ou desliga a sua TV e diz: até que foi engraçadinho. Comenta por mais dez minutos e, em seguida, já faz outra coisa e nem se lembra mais do filme. Ah, o diretor Adam Shankman fez outro filme do tipo, A Casa Caiu e Um Amor Para Recordar, com o mesmo propósito. E quem disse que o cinema não serve também pra isso, apenas para se alienar do mundo por alguns momentos? Só não se esqueça, repito, de deixar o preconceito de lado e se permitir desligar o cérebro.