RESENHA CRÍTICA: Arranha-Céu: Coragem sem Limite (Skyscraper)

Moral da História: para quem gosta do gênero e do herói!

11/07/2018 18:01 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: Arranha-Céu: Coragem sem Limite (Skyscraper)

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Arranha-Céu: Coragem sem Limite (Skyscraper)

EUA, 18. 1h42 min. Direção e roteiro de Rawson Marshall Thurber. Com Dwayne Johnson, Neve Campbell, Pablo Schreiber, Noah Taylor, Kevin Rankin, McKenna Roberts, Rolland Moller, Byron Mann.

Acredito que o astro mais popular (mais querido também - o que não é a mesma cois) do momento é o Sr Dwayne, que já foi em piores momentos de sua vida, The Rock, filho de mulher da Samoa, e campeão de luta livre na tevê. Mas sua exótica simpatia sem dúvida lhe garantiu uma carreira de atual sucesso e ai entra justamente entra o problema, a overdose, a repetição tanto de gênero quanto de truques que vão se tornando cada vez mais absurdos e delirantes. Passando desde terremotos e jogos na floresta, ambos recentes, para esta atual aventura que ainda por cima já no seu trailer exagera em momentos absurdamente impossíveis! É preciso ser fã e americano (já que eles é que tem esse senso de humor, não nós, latinos que achamos tudo fora do comum absurdo e inviável). O espectador norte-americano ri de monstro, aplaude serial killer, acha o máximo enfrentar The Walking Dead e já muito grandão torcer pelo Freddy Kruger.

Confesso que sabia muito pouco do criador deste longa duvidoso o chamado de nome pomposo Rawson Marshall Thurber (nascido em 1975, em San Francisco), e que fez muito filme de ação, séries de TV, comédias mas esta é a primeira aventura levada a sério. Antes dele pensaram em outras alternativas, Roland Emmerich e Brad Peyton. Entre as façanhas dele que mal me lembro temos Com a Bola Toda (04, um maluco e o meio divertido Dodgeball), o desconhecido Usina de Sonhos (The Mysteries of Pittsburgh,08), a razoável comédia A Família do Bagulho (We´re the Millers, 13 com Jennifer Aniston), o pouco lembrado Um Espião e Meio (16) já com Dwayne, mas onde o humor ficou com o engraçado Kevin Hart, e há dois mais em andamento, The Millers 2 e Red Notice, 2020 com Gay Gadot e Dwayne. Ou seja, não há dúvida que os estúdios têm a confiança de que o produtor realizador é competente. Ainda que eu tente prevenir: não dá certo repetir sempre a mesma fórmula e os absurdos tem seus limites!

Eis o resumo oficial da história: “Dwayne faz o papel de Will Sawyer, um veterano americano da Guerra e agora líder do Timo de Salvamento de vitimas do FBI e que agora é especialista em segurança para arranha céus. Numa missão em Hong Kong, ele encontra o arranha céu mais alto e mais seguro do mundo. Só que de repente este pega fogo e Will é acusado de ser culpado e se torna um fugitivo que precisa limpar o seu nome e salvar sua família que está presa no prédio. Acima da Linha de Fogo…”

Preste atenção que num momento do filme ele parodia o célebre primeiro Duro de Matar, com quem tem semelhanças. Embora outros que parecem homenageados estariam Inferno na Torre, Cliffhanger (Risco Total com Stallone) e até Enter the Dragon (Operação Dragão de Bruce Lee). Enquanto o herói faz o possível para valorizar os elementos familiares (a mulher dele é a esquecida Neve Campbell, conhecida por Pânico 1,2,3 e 4). Enquanto o herói tem sido admirado por uma presença mais quieto e menos macho. Moral da História: para quem gosta do gênero e do herói!

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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