RESENHA CRÍTICA: As Duas Irenes

Peço atenção especial para este filme delicado e bonito que foi uma das consagrações no Festival de Gramado

13/09/2017 08:28 Por Rubens Ewald Filho
RESENHA CRÍTICA: As Duas Irenes

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As Duas Irenes

Brasil, 17. Direção e roteiro de Fabio Meira. Com Marco Ricca, Priscilla Bittencourt, Isabella Torres, Ines Peixoto, Maju Souza, Susana Ribeiro, Teuda Bara.

Peço atenção especial para este filme delicado e bonito que foi uma das consagrações no Festival de Gramado deste ano levando os prêmios de roteiro, ator coadjuvante (Marco Ricca), direção de arte, prêmio da crítica. O problema é unicamente o fato de que o espectador tem fugido dos bons filmes brasileiros, talvez por falta de grana! A questão é que praticamente todos os lançamentos recentes não foram bem de público. Mas todos são recomendados. Como os Nossos Pais é muito bom e deve atingir particularmente as mulheres. Bingo foge da biografia convencional e inventa uma história de um falso palhaço que trabalhou no SBT mas a direção é inventiva, o protagonista está ótimo e a plateia que eu participei estava lotada. E o simpático, humano e musical filme do João, o Maestro estava também lotado com senhoras que apreciam esse tipo de projeto.

O jovem Meira estudou cinema na Escola de Cuba e este é seu primeiro longa-metragem de ficção. Fiquei encantado em encontrar uma narrativa simples e poética, passada no interior do Brasil numa família tradicional, nem pobre nem rica. A figura central é a garota de 13 anos, ainda mal adolescente que descobre que há algo de diferente, de estranho com ela. Discretamente começa a espionar e aos poucos descobre que o pai tem outra família, de que ninguém comenta. E ainda por cima a menina da mesma idade também tem o mesmo nome. As duas chegam mesmo a serem amiguinhas. Mas a vida é assim mesmo repleta de segredos e mentiras.

Sem escândalos, exageros, é uma joiazinha discreta, afetuosa, encantadora. Experimente conhecer.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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