OSCAR 2014: Melhor Canção

Categoria muito difícil, neste ano com uma polêmica "cassação", tem The Moon Song como favorita

10/02/2014 18:44 Por Rubens Ewald Filho
OSCAR 2014: Melhor Canção

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O Oscar® de Canção 2014

Todo ano é uma categoria muito polêmica e difícil (no número de possíveis indicados, às vezes inclusive nem são apresentados no show, o que a meu ver é ofensivo. Se não são boas então melhor nem selecioná-las!). Este ano também teve uma polêmica que ainda repercute novamente por um lapso ético! A Academia tenta ser honesta logo numa eleição quanto todo mundo sabe como as eleições políticas transcorrem.

 

Cancelada indicação a uma canção: a Quinta.

Uma das grandes polêmicas deste ano sucedeu com uma canção que depois de ter sido selecionada foi “cassada” pela Academia. A diretoria resolveu rescindir a indicação para a canção Alone Yet Not Alone, música de Bruce Broughton e letra de Dennis Spiegel. A decisão foi porque descobriram que Broughton (mais famoso como maestro condutor, Bruce compôs trilhas musicais medíocres com as de Bambi II e Perdidos no Espaço O Filme), que hoje é executivo do Departamento Musical e já foi chefe dele, mandou emails para diversos colegas informando de sua canção (o que é estritamente proibido pela Academia). Isso pareceu desonesto para a Academia que exige que todos os candidatos sejam tratados da mesma forma. Nenhuma outra canção irá substituí-la. A decisão provocou, porém, polêmicas porque o filme tem uma temática religiosa, cristã. O filme tem o mesmo nome, Alone yet not Alone, foi dirigido por Ray Bengston e George D. Escobar, com Kelly Greyson,  Natalie Racoosin e Jenn Gotzon. A ação se passa em 1755 quando as colônias de emigrantes no Vale de Ohio são devastadas pelos efeitos da Guerra. Foi interpretada no filme por Joni Eareckson Tada. A produção custou 7 milhões de dólares e sua estreia no cinema foi um desastre, sem chegar aos 400 mil dólares de renda. Musicalmente a canção é mediana, sem nada de extraordinário.

Pedi ajuda a minha amiga Paoula Abou-Jaoude, correspondente do Telecine em Los Angeles e votante no Globo de Ouro. Ela é maestrina e especializada em música e vai opinar sobre as canções finalistas. Abre falando sobre Alone yet not Alone:  “O compositor postou  no Facebook o email que ele mandou para os amigos, insistindo que não pediu para votarem, mas simplesmente para prestarem atenção à canção. A  justificativa dele é que não queria que a canção #55 se perdesse no meio dos outros CDs com nomes mais famosos e melhor divulgação. Mas não e a função do sócios da Academia que fazem parte da comissão de seleção  ouvir TODAS as canções e trilhas ??? Então o que ele esta dizendo é que o pessoal não leva muito a sério o trabalho e ouve somente alguns dos CDs?? De qualquer forma é uma coisa ruim! Sua eliminação que tirou o espaço da canção da Lana Del Rey, Young & Beautiful de O Grande Gatsby e outras que poderiam ter entrado como Atlas, do Hunger Games, mesmo surgindo no fim dos créditos.

 

As outras indicações

Eis a opinião da Paoula, seguida da minha para as outras quatro:

Happy (Meu Malvado Favorito 2) de Pharrell Williams.
Paoula: Muito fofa, muito divertida, assim como aquele montão de minions!!!
Rubens: O filme de animação que foi o maior sucesso inesperado do ano, amado pelas crianças. Mas a Academia tem feito o possível para evitar prêmios para desenhos animados. A não ser claro quando são da Disney!.

Let It Go (Frozen) - Música e Letra de Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez (este é o premiado com o Tony por sua trilha nos shows da Broadway, The Book of Mormons e Avenue Q, ao lado de sua esposa). É a canção favorita embora tenha perdido o Globo de Ouro para de Mandela.
Paoula: A música & letra tem tudo a ver com a cena e a transformação da personagem. Acho que é uma das favoritas e que aparece numa bonita cena no filme.
Rubens: Tem grande poder dramático na tela e lembra muito show da Broadway.

The Moon Song (Ela) Música de Karen O. Letra de Karen O e o diretor Spike Jonze (Karen nasceu na Coreia do Sul de pai polonês mãe coreana. Canta na banda Yeah Yeah Yeah. Chama-se Karen Lee Orzolek).
Paoula : LINDA!!!!! como o resto da trilha!! Acho que revela a crescente intimidade no filme quando eles cantam juntos.
Rubens: Doce, delicada, encantadora, é a minha favorita.

Ordinary Love (Mandela) - Música de Bono, The Edge, Adam Clayton, Larry Mullen Jr, Brian Burton.
Paoula: O music “branch” não indica muitas canções que passam apenas nos créditos finais porque acham que elas não são relevantes para a História. Mas o esperto produtor Weisntein colocou a musica do Bono no final do filme durante uma photo-montage do Mandela que é  muito relevante para a cena e para a história.  Se tivesse passado em cima dos créditos finais teria tido menos chance. Mas na cena da montagem arrepia!
Rubens: Os fãs do U2 aguardam o Oscar® para o grupo tão bem amado (mesmo depois do desastre que foi a trilha que Bono e Edge fizeram para a Broadway com o Homem Aranha!). A canção de qualquer forma é boa e ajuda o filme mediano.

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Sobre o Colunista:

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho

Rubens Ewald Filho é jornalista formado pela Universidade Católica de Santos (UniSantos), além de ser o mais conhecido e um dos mais respeitados críticos de cinema brasileiro, é também o crítico de cinema do portal R7. Trabalhou nos maiores veículos comunicação do país, entre eles Rede Globo, SBT, Rede Record, TV Cultura, revista Veja e Folha de São Paulo, além de HBO, Telecine e TNT, onde está atualmente com o programa TNT+Filme e onde comenta as entregas do Oscar (que comenta desde a década de 1980). Seus guias impressos anuais são tidos como a melhor referência em língua portuguesa sobre a sétima arte. Rubens já assistiu a mais de 30 mil filmes entre longas e curta-metragens e é sempre requisitado para falar dos indicados na época da premiação do Oscar. Ele conta ser um dos maiores fãs da atriz Debbie Reynolds, tendo uma coleção particular dos filmes em que ela participou. Fez participações em filmes brasileiros como ator e escreveu diversos roteiros para minisséries, incluindo as duas adaptações de “Éramos Seis” de Maria José Dupré. Ainda criança, começou a escrever em um caderno os filmes que via. Ali, colocava, além do título, nomes dos atores, diretor, diretor de fotografia, roteirista e outras informações. Rubens considera seu trabalho mais importante o “Dicionário de Cineastas”, editado pela primeira vez em 1977 e agora revisado e atualizado, continuando a ser o único de seu gênero no Brasil.

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